Suprindo a lacuna de PLL

Depois do endgame de Pretty Little Liars no fim de junho, tive que aderir a novos vícios. Vem sendo uma pesquisa árdua visto que além dos filmes policiais,  as séries que têm despertado meu interesse não têm mais de 15 episódios lançados.

Ainda na fase do PLLEndgame, tive a chance de voltar a assistir Twin Peaks, primeira e segunda temporadas (sim, as do fim da década de 80). É uma tarefa que apesar de hilária – com cenas nonsense de David Lynch, vide Leland Palmer e Nadine – também exige um pouco de paciência, que nem sempre tenho. A série apesar de ter um enredo bom, é um pouco arrastada e exige interpretação da subjetividade de Lynch. Então, não terminei, mas meu objetivo é começar a ver a temporada atual que a Netflix lançou.

Detective! Em meio ao processo Twin Peaks, achei essa pérola na Netflix:

Lúcifer é uma série policial com fundo cômico. Os casos solucionados sempre a cada episódio não deixam a série tão viciante como o mundo de A, Big A e AD. Mas o colorido, o figurino, o elenco bonito, e sobretudo, a leveza de enredo, fazem da série uma boa pedida pra quem quer dar umas risadas com as ironias do Diabo, atual habitante de Los Angeles. É engraçada a forma como ele é tratado simplesmente como um filho de Deus, que foi mandado embora do paraíso para punir as almas pecadoras no inferno – e ficou de saco cheio, tanto que acabou fugindo dos quintos,  e ajudando “a combater injustiças” na terra junto à misteriosa “detective” Chloe Decker. 

A série tem mais temporadas em andamento, mas a Netflix só disponibilizou a primeira. Pontuei até agora com quatro estrelas, porque conseguiu me distrair,mas não me viciar. 

The Mist

Stephen King foi uma onda nos últimos meses. Dois lançamentos de filmes baseados em suas obras, nos cinemas, mais uma adaptação do Nevoeiro nessa série da Netflix. Vi a Torre Negra há duas semanas, não li a obra, mas achei o enredo bem fraquinho, praticamente um filme infantil de sessão da tarde. A Coisa vou esperar pra ver em casa, tenho pena de gastar dinheiro em filme de terror. 

O Nevoeiro (the Mist) terminei de assistir na semana que terminou, e confesso que também esperava mais do enredo. A série, de qualquer forma, tem uma temática intrigante. Uma neblina se instala numa pequena cidade do Maine, e com ela, todo tipo de aberração passa a aparecer, causando o caos na cidade: morte de muitos habitantes, falta de eletricidade, impedimento das pessoas saírem dos recintos e entrarem contato com a neblina (ou podem ser devoradas pelos “seres” da neblina), e com isso, a exigência de que todos fiquem confinados nos locais em que estavam quando o nevoeiro apareceu. Esse ato da convivência entre humanos,  que são somente meros conhecidos uns dos outros, é o fator fundamental pra gerar conflitos (verdadeiros barracos)  em meio à situação maior – a do nevoeiro. Nos ambientes principais de confinamento – uma igreja, um hospital e um shopping center – não há sequer um “menos pior” pra se estabelecer durante o fenômeno “natural”.

O Nevoeiro não é uma série boa, ou pelo menos não o é por enquanto, já que não temos uma certeza de segunda temporada. Nem tudo é devidamente explicado, os personagens são fracos e passíveis de se odiar. Sinceramente, não simpatizei com ninguém ali. No máximo com o Kevin, com a Nathalie e com o Bryan, consegui ter um pouco de tolerância. A mãe e a filha presas no shopping são duas insuportáveis, não dá pra amar 😁 Além dessa falta de simpatia pelos personagens, a série é arrastada, tem muitas cenas que poderiam não existir, e serem substituídas por um final digno e uma por explicação pra o nevoeiro já na primeira temporada, visto que as más línguas preveem um cancelamento da série. 

O cenário é bem escuro, por isso recomendo que assistam à noite, de luz apagada, acho que foi proposital para criar um clima de terror ao espectador. O figurino, ao contrário de Lúcifer, também não é de encher os olhos dos amantes da beleza. Todo mundo está BEM acabado e mal vestido, principalmente a Alyssa Sutherland, que até então eu conhecia em aparência bonita e bem maquiada. 

O enredo é intrigante, sugere interpretações, e pede uma continuação. Pontuo com três estrelas, pois estou dando um crédito para que a série continue e me explique algumas coisas… 

The Invisible Guest

Esse já é um filme. Um bem sucedido CEO é acusado de homicídio da sua amante, e junto a sua nova advogada, precisa construir em uma noite, seu plano de defesa.

Está é a base para o desenrolar deste surpreendente filme catalão, com um plot twist digno de aplausos. Aliás, o cinema europeu recente tem surpreendido com construções muito bem elaboradas, com “começo, meio e fim”, tudo muito viciante, movimentado e bem encaixado, qualidades que tenho sentido falta nas atuais produções hollywoodianas. São outros exemplos, deste ano, Um Instante de Amor (francês romântico com Marion Cotillard, tem outro plot twist e uma lição de amor e respeito,  maravilhosos), Monsieur e Madame Adelman (outro francês, com um clone da Spencer Hastings, movimentado e cheio de ironias) e Uma Família de Dois (uma comédia família, de fundo dramático, com Omar Sy em mais um ótimo papel).

Estou lendo o Boneco de Neve, que em novembro terá seu filme lançado, com o Magneto, aka Michael Fassbender,   no papel principal, e em breve trago review. 

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Uber A, AD, quem sois vós? 

Ultimamente ando focada nas discussões de fóruns e páginas de Pretty Little Liars. Comecei a ver a série em janeiro desse ano depois de umas várias doses de outros suspenses, resolvi encarar o suspense das patricinhas que até então eu tinha preconceito. Mas PLL é legal, não são as Gossip Girls brigando por causa de garoto, são personagens que dá pra se defender e torcer por cada uma, até mesmo pela primeira vilã da história, a Mona Vanderwall. 

Fãs da série bem sabem que só nos resta agora dois episódios 😦 cada um revelando duas verdades: quem matou Cece Drake? E a última e melhor de todas, quem é Uber A. 

Conforme a autora nos revelou em entrevistas, Uber A esteve presente desde os primórdios da série, e todas as respostas estarão no último capítulo. Será que os furos da série também serão explicados, coisas do tipo: por que a Jessica enterrou a própria filha para defender a sobrinha, antes de checar se ela realmente estava morta? (que espécie de mãe é essa, nunca fui com a cara dela mesmo, prefiro Mary Drake).  

Plus: no novo sneak peak da série a Mona está puta da vida porque “sempre roubam o jogo dela”. Isso me leva a entender que alguém vinculado ao Radley teve acesso a esse jogo, além da Cece. Portanto, minha teoria de que AD controla o jogo todo desde o início furou. Daí,  volto a acreditar que AD tem a ver com Melissa Hastings e Wren. Ambos aparecem nos primeiros episódios, e Wren trabalha no Radley na mesma ocasião que Mona está internada e Cece faz suas visitas. Melissa, vez por outra aparece, e depois some sem dar explicação. Wren, em sua última aparição, foi numa cena triesquisita com (a suposta gêmea de) Spencer. 

Há quem diga que Melissa matou Cece. Saberemos disso próxima terça, mas minha aposta é em uma das liars. Até porque: se elas não tinham culpa no cartório, pra que forjar tanto álibi (não é, dona Hanna e dona Aria?)??? 

Outro furo que quero explicação: por que o Ezra pôs a carreira e a liberdade em risco, pra escrever um livro sobre a Alison? Sim, não esqueci que ele já havia descoberto que Alison era menor, e consequentemente já saberia também que suas amigas seriam da mesma idade e certamente estudariam na mesma escola que ela, e onde ele daria aula. Então o senhorito acha de se engraçar com uma de suas alunas só pra investigar? Oi? Tanto que a Aria quando descobriu tudo ficou P e resolveu escrever aquele report contando uma das piores versões possíveis da história, que poderia colocá – lo na cadeia. Isso ainda me faz desconfiar dele, além dos sumiços nesta última temporada pra ir atrás da noiva dada como morta…. Tudo muito mal explicado. Seria Ezra AD? 

A última temporada finalmente começou a tomar rumo a partir do episódio 18, e parar de enrolar com as frescurites do bebê Emison (que encheu o saco em 80% dos últimos episódios). Detective Furey parece que também sumiu,  foi devolvido à prefeitura de Salvador, pois se preocupava muito em manter seu penteado. Com isso a Tanner está de volta. Apesar de fdp, melhor ter uma mulher à frente das investigações, pelo menos não surgem flertes desnecessários com as liars, que já vão muito bem, obrigada, com seus pares. Não deixo de comentar a cena mais absurda do ep, AD tocando fogo num celular À DISTÂNCIA, o que me fez chorar de rir. 

Vamos agora esperar pelas revelações, e rezar pra que os furos  sejam realmente respondidos. E pra que AD não seja Caleb, porque a atual família Marin-Rivers é a minha “mais querida” de PLL.