Resumos da semana

La la Land

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Domingo fui conferir o tão aclamado La la Land. Nos primeiros momentos da trama estava achando o filme chato, e pensei de ser mais um superestimado filme das premiações americanas. No entanto, o desenrolar torna o enredo interessante. Do meio para o fim é menos música, começamos a ver sentido e uma história bonita de dois jovens buscando sucesso artístico em Los Angeles (a LA LA land).

O filme tem um visual bonito e colorido, que remete à metade do século XX. A Los Angeles apresentada é bucólica, não vemos arranha céus embora a história se passe no período atual. O figurino também remete a essa época, e apesar da cena inicial do congestionamento (onde a maioria dos carros são antigos), só me certifiquei que a história era atual após ver o smartphone de Mia (Emma Stone).

Recomendo. Está dentro dos padrões de filmes bons que vão para o Oscar (não é chato como Crash – no limite é como o vencedor de 2016 Spotlight).  Não é o meu tipo preferido (gosto de um bom suspense ou uma aventura cheia de mentiras), mas reconheço a qualidade de atuações, enredo e direção. Destaque para a leveza da história (indicada para todas as idades), a música, e  para algumas cenas que se transformam em verdadeiros wallpapers.

Animais Noturnos

Assisti ao filme há mais ou menos duas semanas. Foi um filme que despertou muito minha curiosidade após ter visto o trailer.

O filme conta uma história dentro de outra história.  Ou seja, o desenrolar de um livro violento, o qual o escritor (vivido por Jake Gyllenhaal)  dedica a sua ex-mulher (personagem da Amy Adams), o que, ao meu ver, foi uma espécie de vingança através de um enredo.

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Animais Noturnos foi dirigido pelo estilista Tom Ford, então,  o apelo visual é forte, e não poderia passar despercebido. O vermelho, o preto e o excesso de branco dominam a história “real”  do filme, trazendo um clima de suspense e ao mesmo tempo contenção de emoções, segredos e elegância nas histórias das personagens “reais”. A violência do livro é retratada pelo laranja désertico, desenrolando-se à beira de uma estrada no Texas.

Recomendo o filme. Não foi o melhor suspense que vi na vida, no fim,  o trato até mais como um drama. Destaque para o visual, o figurino da Amy Adams, e para a cena, completamente desnecessária (mas engraçada), do personagem do Aaron Taylor-Johnson “usando o vaso sanitário” em sua varanda ao mesmo tempo que é interrogado por um policial.

Florence –  Quem é essa mulher? 

Tive que acessar um site de cinema para ver o ano em que foi estreado Chatô-O rei do Brasil. Por quê ? Porque foi o pior filme que vi nos últimos tempos, só precisava saber se foi em 2015 ou em 2016, e foi em 2015. Então classifico Florence como o pior lançamento de 2016, senti imensa vergonha alheia pela personagem durante todo o filme.

Após meses venho falar de Florence  por conta da indicação ao Oscar  da Meryl Streep como melhor atriz, pelo papel da Florence. Devo dizer que associei essa indicação a do Melhores do Ano do Faustão, que consecutivamente indica Cláudia Leitte, Ivete Sangalo e Luan Santana como melhores cantores,  como se não existisse mais cantor no Brasil. Dessa vez, o Oscar fez o mesmo com a Meryl Streep, pegaram um filme random (e ruim) que ela fez durante o ano, e a indicaram para cumprir a tabela de tê-la sempre, pelo menos em nome,  na premiação. Sem desmerecer o trabalho da atriz, que como de costume, representou muito bem. Mas vou ter que concordar com o Trump, dessa vez ela foi superestimada através da indicação por um filme tosco, irrelevante e desnecessário.

Florence trata da história de uma mulher aspirante a cantora, mas que cantava terrivelmente mal em meio a imensas plateias. Por ter dinheiro, porém, seu assessor conseguia com que ela se apresentasse em grandes teatros, além de distorcer a crítica jornalística a seu favor.

Na ocasião do lançamento de Florence, a mesma história biográfica foi contada, nos cinemas, com o europeu Marguerite, que inclusive saiu essa semana na Netflix Brasil. Eu apenas acho que uma história tosca e que traz sensação de vergonha alheia  poderia ter se limitado apenas ao restrito cinema europeu, sem necessidade de um remake hollywoodiano (lançado na mesma época) e muito  menos de indicações ao Oscar. Recomendo para quem quiser matar a curiosidade e dar umas risadas de com uma tragicomédia.

I am the pretty thing that lives in the house 

Até o título desse filme é chato de se falar e de escrever. Nesse ponto, a tradução brasileira acertou em cheio e encurtou o nome do filme para “O último capítulo”.

A história acompanha uma jovem enfermeira que é contratada para cuidar da idosa Iris Blum, uma escritora de best-sellers de histórias de horror que preferiu viver reclusa. A enfermeira começa a acreditar que o novo livro de sua paciente contém pistas proféticas sobre seu próprio destino.” (resumo do site cinepop.com.br)

O fato é que a enfermeira em si é uma jovem assustada que se impressiona com tudo e começa a sentir medo na casa isolada. E a chatice do filme começa por aí, faltam personagens,  e a história é praticamente toda narrada por essa enfermeira,  que vive sozinha na casa com a senhora que já não bate as bolas tão bem, pouco fala, além de conviver também com uma fantasma bonitinha que não sabemos se realmente existe ou se é fruto da imaginação da enfermeira interpretada por Ruth Wilson. Vez por outra ela recebe o advogado da senhora, que vai na casa ver como “estão as coisas”, e com ele é onde podemos ver algumas das poucas cenas de diálogo do filme. 

Há quem diga que você precisa entender o filme para gostar. Mas não é para mim. Posso até ter entendido, mas custei a assistir. Foram várias paradas para sono, conversas, ocupar-me com outras coisas…O filme é escuro, silencioso, não dá medo nem instiga sua curiosidade. O fato de ser quase todo narrado lhe atrapalha em saber os detalhes do enredo que poderiam lhe dar vontade de chegar até o fim.

Ando interessada ultimamente em suspenses, e vi a avaliação desse filme com quatro estrelas, acabei acrescentando à minha lista e me dispondo a assisti-lo numa tarde de sábado. Porém, foi uma grande decepção, que não recomendo a ninguém, mas precisava externar essa opinião de contestar as quatro  estrelas dadas no serviço de streaming.

Filme de 2016

Países : EUA e Canadá

Minha nota: 1 de 5 (não costumo dar essas notas nos filmes, se os vejo até o fim já dou 2 em diante. Mas esse custou ver, é só terminei para fazer essa Review, e pela curiosidade de saber o que os inteligentes gostaram tanto no filme).

Review de Slasher

Há algumas semanas comecei a ver a série Slasher, que não faz muito tempo que disponibilizaram na Netflix. Depois de ter visto Stranger Things, fiquei carente de mais uma série curta de suspense. Como Slasher tinha a Kate McGrath, que eu já conhecia e simpatizava, de Merlin e Labyrinthe, acabei aderindo à série.

Como o próprio nome já diz, o enredo trata de assassinatos misteriosos realizados por um mascarado, no estilo Pânico. A história se inicia há mais ou menos trinta anos atrás, numa noite de Halloween, quando os pais de Sarah Benet (Mc Grath)  são mortos por um serial killer, sendo que sua mãe,  ainda grávida, implora para que o assassino preserve a vida do bebê, e ele cumpre o pedido da mulher da maneira mais sórdida.

Nos dias atuais, Sarah volta à cidade em que nasceu, com o seu marido Dylan (Brandon Jay McLaren)  tentando resgatar o que aconteceu no passado. Ao mesmo tempo, passa a visitar o assassino de seus pais, que já está na prisão.

No entanto, desde sua chegada na cidade, os crimes voltam a acontecer por um serial também mascarado, que só vamos descobrir a identidade no último capítulo. Com ajuda de Tom Winston (Patrick Garrow), o assassino original, Sarah começa a ligar os crimes aos pecados capitais das vítimas. Nesse ponto, além da influência da saga Scream, vimos aqui uma ligação com o filme Seven (1995).

Basicamente a cada capítulo alguém é assassinado pelo “Executioner”, e antes de sua morte, é mostrado um passado podre das vitimas para “justificar” seus atos e não nos apegarmos tanto a elas. Nesse meio, estão o rico casal gay amigos de Sarah, a louca da cidade cuja filha desapareceu, o próprio marido de Sarah com seu passado misterioso e sua ambição na carreira de jornalista, a vizinha carola do casal (essa posso até descartar, um SPOILER é que a megera já é eliminada no primeiro capítulo),  a avó da Sarah, a jornalista chefe de Dylan, o pessoal da polícia…E à medida em que um antipático  vai sendo eliminado, outro começa a parecer suspeito, até começarmos a deduzir quem pode ser o Executioner.

Acredito que a série cumpre o que promete, então acabei dando cinco estrelas na avaliação da Netflix. Não vou entrar no mérito de discutir atuações, apenas o enredo mesmo e a qualidade visual. O fato de ter o suspense, curta duração de capítulos, e visual limpo e claro acabou me prendendo. Por eliminação vai ficando fácil deduzir quem é o criminoso, confesso que a partir da quarta morte e história das vitimas, comecei a ter meus suspeitos, e se eu apostasse com alguém, teria ganhado, o que de fato me deixou satisfeita com o final. No entanto, recomendo assistir a temporada 1 até o fim para ter a certeza de quem é, e a explicação para os novos crimes.

Ouvi falar de uma segunda temporada, e o último capítulo realmente deixa um gancho para tal. Só não sei se com os mesmos atores, já que passaram a limpa em quase todo o elenco.

Ano da série : 2016 (o ano Slasher da história)

País : Canadá

Minha nota: 4.5, queria explicações mais plausiveis sobre o porquê da pessoa ter virado assassina.

Adventures of Merlin – série da BBC

Exibida há algum tempo na Netflix, a britânica Adventures of Merlin não é uma das séries que fez grande sucesso dentre o público brasileiro, pelo menos o adulto. Pudera. É uma aventura leve, sem cabeças cortadas, mulheres peladas, gente se alimentando de órgãos crus, e demais “trasheiras” que o pessoal gosta de ver. Também não é uma sitcom pastelão como muitas que fazem sucesso por aqui.

É uma série quase infantil, feita para “T-O-D-A a F-A-M-Í-L-I-A”. Isso é visível nos beijos comportados, na ausência de nudez e na recatada violência. Mas eu, apesar de crescida, gostei e recomendo. É o tipo de série em que existe um enredo central que se inicia no primeiro, e termina no último capítulo, de suas cinco temporadas. Porém, muitos capítulos têm uma história à parte que se resolve dentro dos 42 minutos do episódio, podendo se estender até um pouco mais (dois ou três episódios) quando no fim da temporada. Gosto desse sistema, similar ao de Buffy- a Caça Vampiros, pois a história central não fica tão cansativa e não é dada muita margem para os autores arrasarem com a vida de personagens que gostamos.

Sobre a temática:

A história do bruxo Merlin é tratada dentro do universo de Camelot, Rei Arthur e seus cavaleiros, com o detalhe de que nessa versão, Merlin é um adolescente de seus dezoito anos. Ele é mandado à Corte pela sua mãe, uma aldeã que teme que os poderes mágicos do filho sejam descobertos e ele seja condenado à morte pelo Rei Uther Pendragon (pai do rei Arthur). Em Camelot, ele deve encontrar o ancião “médico, físico, curandeiro, ex-bruxo” Gaius, que o acolherá e o ajudará a “controlar” sua magia. Isso tudo, convivendo com o Rei Uther, e praticamente lado a lado com o então príncipe Arthur. No núcleo central, ainda fazem parte as meninas, Morgana – jovem, de praticamente mesma idade que Arthur, criada por Uther como filha – e Gwenevere, moça simples, filha de um ferreiro, aia de Morgana, e futura rainha de Camelot.

Dentro desse contexto, os episódios trazem enredos em que Merlin está sempre salvando Arthur, e até mesmo, Uther, com seus poderes mágicos, muitas vezes guiado pelo seu mentor, o Dragão Kilgharrah. Sua magia, no entanto, é bem guardada, sendo descoberta pelo galerê (exceto Gaius, que já o sabe desde o início) somente na última temporada da série. O bonito de ver é a amizade formada entre Merlin e Arthur, basicamente uma Buffy & Willow.

Agora vem minha opinião sobre uma das personagens que gostei da evolução, e junto com ela vem um despudorado SPOILER.

Quando li As Brumas de Avalon em 2004, passei a achar Morgana uma personagem fundamental nas crônicas de Camelot, e sempre me decepcionava com demais enredos que a tratavam como uma bruxa qualquer, uma mera vilã-figurante, ou simplesmente a esqueciam. Quando comecei a assistir Adventures of Merlin não foi diferente, a chatice da Morgana nas primeiras temporadas é absurda. Era uma patricinha de jeito hipócrita, pois também carregava magia e procurava escondê-la com sorrisos e mimos a Uther, sendo que pelas costas o condenava com bicos e olhares críticos devido à aversão do seu protetor a bruxaria. Sua história, no entanto, evolui a partir da terceira temporada. Através de sua irmã cavaleira, a vilã e também bruxa, Morgause, ela descobre que Uther é seu pai biológico, o bastante para despertar a iniciativa de vingança por escondê-la durante seus vinte e poucos anos. Morgana se une com Morgause para detonar Uther, Arthur, e de quebra o romance do príncipe com sua criada Gwenevere, e assim, tomar o trono de Camelot, que é seu por direito. De fato ela consegue, e Camelot vira um desgoverno. Como a série é “para toda a família”, os heróis vencem no fim, e sua vitória dura pouco.

Mas ela volta…E com todo o gás. Na última temporada tem mais guerra. Os poderes de Morgana evoluem, e como de costume, sendo vilã, parece ser bem mais forte que o mocinho Merlin, já que a vitória deste ocorre por último. Morgana, portanto, tem sua posição imponente e de grande visibilidade, é a personagem que não me emociona positivamente, mas que gosto de odiá-la e amar o seu figurino.

Uma das coisas que gostei nessa série é que as mortes só ocorrem no final, então ninguém precisa se preocupar em sentir falta de um determinado personagem. A história termina, sim, com uma “merdinha”. Mas é “the end”, acabou, pior seria se o sofrimento rolasse no decorrer da série.
Elenco principal: Colin Morgan, Bradley  James, Anthony Head, Katie McGrath, Angel Coulby e Richard Wilson.

Devo dizer que comecei a ver porque estava com saudade de Buffy, então depois de assistir aos quatro American Pie com a Alyson Hannigan e a alguns filmes chatos da Sarah M. Gellar, fui ver o Anthony Head nesse papel de Uther. Não é a mesma história da Caça Vampiros, mas pelo menos são as mesmas caras.

Dou 4 de 5 estrelas, porque queria um final mais feliz.

Easy A – A mentira

Este é um filme padrão besteirol americano de colégio e “adolescentes”. Adolescentes entre aspas sim, pois os personagens mais me parecem universitários, ou seja, jovens adultos. Nada contra o gênero besteirol, até porque ultimamente é o meu preferido, pois uso como  esvaziador de mente para o sono chegar.

Olive (Emma Stone) é uma aluna normal em sua turma do high school. Não é nem uma nerd, nem uma cheerleader malvadona, como costumam ser as personagens corriqueiras desse tipo de filme. Sua presença não era notada por ninguém, até que, um certo dia no banheiro da escola, dá uma desculpa a uma de suas poucas amigas, para não comparecer a um convite para acampar. Acontece que a desculpa – na verdade, uma mentira – é que passará a noite com um cara random, e isso é ouvido pela fofoqueira super religiosa da escola (personagem um tanto afetada, da Amanda Bynes), que pouco depois espalha que sua colega perdeu a virgindade.

A partir daí sua reputação é questionada por todo o colégio. Olive passa a gostar do resultado – a fofoca. É a forma que acha de atrair as atenções para si. A coisa se intensifica quando um colega gay pede que ela invente que também transou com ele, para ajudá-lo deixar de ser perseguido por sua homossexualidade, e na vontade de aparecer, ela topa.

Não vou dar spoiler, mas sim minha impressão sobre o filme. Não é ruim o enredo, mas… Achei a estória um tanto obsoleta para o ano em que foi lançada, em 2010. Não sei se pela impressão que tive do elenco, de garotos com mais de 18 anos, mas a sensação é de que aquele estardalhaço em torno da vida sexual de Olive foi um tanto exagerado. Penso que se colocassem atores que de fato aparentassem seus 15~16 anos, a situação ia ficar mais natural. Em segundo lugar, mesmo gente na faixa dos 15~16, hoje em dia, já anda bem liberal com relação a sexualidade e renegando a opinião alheia. Em pleno 2010 ninguém mais perguntava sobre a virgindade de celebridade adolescentes, como houve em 2000. Em resumo, a história faria qualquer sentido há 15 anos atrás, em plena década de 2010, onde até o bullying vem sendo combatido, não, definitivamente, não.

O que resta ao roteiro, é criar um grupo religioso para ser o vilão da estória. Dessa forma, conseguiram justificar a tempestade em copo d’água criada em torno da “mentira”, pois só mesmo um bando de carolas – que chegam a ser caricatas – iriam se importar com a reputação de uma colega de classe. Então, quando você vê a franquia American Pie causar vergonha alheia e tudo acabar numa boa, DESDE 1999, Easy A não faz um único sentido.

Nota de estrelas de 1 a 5:
2 – Consegui vê-lo até o fim, e Emma Stone tem uma boa atuação, mas…
Não é o que espero de um filme de colégio: alunos muito velhos; conteúdo que tenta levar lição de moral; problemática obsoleta; falta de cenas engraçadas; heroína sem grandes qualidades, difícil de simpatizar.

Assisti o filme há uns dois meses e lembrei dele porque comecei a ver The Duff. Um filme de 2015 que começa com sua protagonista tratando com a maior consciência as posições dos grupos escolares atuais, não tão iguais aos anteriores, onde existiam os “donos das turmas”. Sua resenha virá em breve, e espero que este não me decepcione.