Easy A – A mentira

Este é um filme padrão besteirol americano de colégio e “adolescentes”. Adolescentes entre aspas sim, pois os personagens mais me parecem universitários, ou seja, jovens adultos. Nada contra o gênero besteirol, até porque ultimamente é o meu preferido, pois uso como  esvaziador de mente para o sono chegar.

Olive (Emma Stone) é uma aluna normal em sua turma do high school. Não é nem uma nerd, nem uma cheerleader malvadona, como costumam ser as personagens corriqueiras desse tipo de filme. Sua presença não era notada por ninguém, até que, um certo dia no banheiro da escola, dá uma desculpa a uma de suas poucas amigas, para não comparecer a um convite para acampar. Acontece que a desculpa – na verdade, uma mentira – é que passará a noite com um cara random, e isso é ouvido pela fofoqueira super religiosa da escola (personagem um tanto afetada, da Amanda Bynes), que pouco depois espalha que sua colega perdeu a virgindade.

A partir daí sua reputação é questionada por todo o colégio. Olive passa a gostar do resultado – a fofoca. É a forma que acha de atrair as atenções para si. A coisa se intensifica quando um colega gay pede que ela invente que também transou com ele, para ajudá-lo deixar de ser perseguido por sua homossexualidade, e na vontade de aparecer, ela topa.

Não vou dar spoiler, mas sim minha impressão sobre o filme. Não é ruim o enredo, mas… Achei a estória um tanto obsoleta para o ano em que foi lançada, em 2010. Não sei se pela impressão que tive do elenco, de garotos com mais de 18 anos, mas a sensação é de que aquele estardalhaço em torno da vida sexual de Olive foi um tanto exagerado. Penso que se colocassem atores que de fato aparentassem seus 15~16 anos, a situação ia ficar mais natural. Em segundo lugar, mesmo gente na faixa dos 15~16, hoje em dia, já anda bem liberal com relação a sexualidade e renegando a opinião alheia. Em pleno 2010 ninguém mais perguntava sobre a virgindade de celebridade adolescentes, como houve em 2000. Em resumo, a história faria qualquer sentido há 15 anos atrás, em plena década de 2010, onde até o bullying vem sendo combatido, não, definitivamente, não.

O que resta ao roteiro, é criar um grupo religioso para ser o vilão da estória. Dessa forma, conseguiram justificar a tempestade em copo d’água criada em torno da “mentira”, pois só mesmo um bando de carolas – que chegam a ser caricatas – iriam se importar com a reputação de uma colega de classe. Então, quando você vê a franquia American Pie causar vergonha alheia e tudo acabar numa boa, DESDE 1999, Easy A não faz um único sentido.

Nota de estrelas de 1 a 5:
2 – Consegui vê-lo até o fim, e Emma Stone tem uma boa atuação, mas…
Não é o que espero de um filme de colégio: alunos muito velhos; conteúdo que tenta levar lição de moral; problemática obsoleta; falta de cenas engraçadas; heroína sem grandes qualidades, difícil de simpatizar.

Assisti o filme há uns dois meses e lembrei dele porque comecei a ver The Duff. Um filme de 2015 que começa com sua protagonista tratando com a maior consciência as posições dos grupos escolares atuais, não tão iguais aos anteriores, onde existiam os “donos das turmas”. Sua resenha virá em breve, e espero que este não me decepcione.

 

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